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Saiba reconhecer se seu filho usa drogas

Identificar os sinais precocemente é importante para ajudar o jovem a se livrar do vício.

O uso de drogas é um fator que preocupa muitos pais. E eles têm razões para isso, pois de acordo com o primeiro levantamento nacional sobre o uso de álcool, tabaco e outras drogas entre universitários das 27 capitais brasileiras, divulgado pela Obid (Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas), em 2010, 48,7% dos jovens universitários já experimentaram algum tipo de droga ilícita alguma vez na vida. Um quarto deles fizeram uso de quatro tipo diferentes de substâncias.

Uma pesquisa divulgada recentemente assustou ainda mais, quando destacou que jovens que consomem maconha constantemente podem ter a capacidade intelectual reduzida na fase adulta.

Existem muitos tipos de usuários de drogas: desde aquele que usou só “para experimentar”, até o que apresenta uma dependência física e psíquica, não consegue se relacionar com outras pessoas e até comete delitos para sustentar o vício.

Antes da certeza de que um familiar próximo está usando drogas, há uma série de perguntas sem respostas e, por muitas vezes, o desconhecimento dos tipos de drogas e como elas se manifestam dificultam a identificação do usuário.

Sinais

Segundo a médica psiquiatra do Instituto Novo Mundo Larriany Giglio, 60% dos dependentes químicos que passam por tratamento conseguem superar as drogas.

Todas substâncias podem gerar todos os tipos de usuários, desde as consideradas “mais leves” até as “mais pesadas”. Por outro lado, a recuperação também é possível em todas as situações. O importante é o usuário querer parar e ter apoio da família.

Uma pesquisa feita pela Organização Cruz Azul pode ajudar os familiares a identificar o tipo de drogas ilícitas. Veja as características mais importantes:

Maconha: é o nome dado a uma planta conhecida cientificamente como Cannabis sativa. A droga é comercializada em pequenas porções da folha da planta moída. O seu uso é feito através de cigarros, chamados de baseados, onde as porções são dichavadas, ou seja, esmiuçadas, e colocadas em um papel de seda para ser enrolado e aceso. As variações das drogas são haxixe (fumado em cachimbo), gold (versão mais forte) e hidropônico (mais forte que a gold).

Após o uso o usuário começa a ficar sonolento, ri de tudo, fica com os olhos avermelhados e tem muita vontade de comer (a gíria dos usuários para essa sensação é “larica”). Depois de algum tempo de uso, as pontas dos dedos começam a ficar amareladas.

Cocaína: é uma mistura sintética apresentado como um pó branco e amargo, que pode ser chamado de bilu pelos compradores. O usuário normalmente faz uma linha com o pó para depois inalar com a ajuda de qualquer objeto cilíndrico: desde uma nota de dinheiro enrolada até um pedaço de canudo. Uma derivação dessa droga é o oxi.

Este é praticamente a cocaína sólida, porém, mais forte e utilizado em pedra como fumo e não como inalante. A merla também é uma variação - se trata da junção das folhas de coca com ácido sulfúrico e outros elementos. É ingerida pura ou misturada em um cigarro. Seu uso prolongado causa a queda dos dentes.

Depois de inalar o pó o coração do usuário fica muito acelerado, os olhos ficam estatelados, há diminuição do sono e, no caso da cocaína, o maxilar costuma travar causando dificuldade para articular as palavras. O uso prolongado provoca o emagrecimento.

Crack: é uma substância em forma de pedra derivada da pasta base da cocaína. A substância pode ser fumada em cachimbos normais ou improvisado, como latas de refrigerante furadas. Por ser mais barato do que a cocaína, seu uso está cada vez mais difundido.

Após o uso, o usuário tem alucinações e pode ter a impressão de que está sendo perseguido. Fica agitado, perde o apetite e eleva a temperatura do corpo.

Lança Perfume: a droga é líquida e sua composição é muito variada. Muitas vezes é fabricada em casa, com produtos comprados em farmácias e supermercados. Dependendo do tipo do lança perfume o usuário coloca em algum recipiente (normalmente latas vazias) e “bafora”, ou seja, inala pela boca o gás solto pelo líquido. Outra forma espirrando um jato de spray no céu da boca.

A droga provoca o chamado “tuim”, pelos usuários, que é uma certa confusão mental por instantes e que termina segundos após o uso.

LSD: também conhecido como “doce” ou “ácido”, se trata de um minúsculo pedaço de papel chamados de pontos e feitos em cartelas, colocado dentro do olho ou embaixo da língua. O LSD pode ser também fumado, apesar dessa forma de consumo ser pouco comum.

O usuário pode ter alucinações tanto provocando euforia e excitação quanto pânico e susto. A droga dá sensação que tudo ao redor está sento distorcido. O LSD é capaz de produzir o “flashback”, ou seja, mesmo após semanas sem consumir, o usuário, a qualquer momento sente os mesmos efeitos do que se tivesse ingerido a substância naquele instante.

Ecstasy: é comercializado em forma de comprimidos, também chamados de balinhas. Os tipos de ecstasy ganham apelidos conforme a cor e o desenho impresso nos comprimidos. Sua popularidade e preço variam de acordo com os efeitos produzidos.

Heroína: é um derivado da morfina, usado normalmente na forma injetável e em menor escala nas formas inalantes (chamadas chasing the dragon), absorvida pela pele, fumada ou com cocaína ("speedballs" ou "moonrocks"). Logo após o uso, a pessoa fica em um estado sonolento, fora da realidade. Os batimentos cardíacos e respiração diminuem. Com o uso prolongado, aparecem marcas no local da aplicação da droga (normalmente nos braços).


Fonte: ABEAD (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

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